O body positive, movimento que defendia o amor próprio e a aceitação de todos os corpos independentemente da forma física, viveu seu auge entre 2019 e 2022 no Brasil. Naquela época, marcas enxergavam oportunidade de faturar com campanhas voltadas à diversidade de formas físicas, enquanto influenciadoras ganhavam espaço nas redes sociais com essa mensagem de autoaceitação.
Nos últimos anos, porém, o movimento entrou em crise. As passarelas reduziram o espaço para corpos fora do padrão e marcas diminuíram apoio a campanhas sobre diversidade. Simultaneamente, figuras que promoviam o body positive decidiram emagrecer, enfrentando críticas de antigos seguidores. No exterior, a americana Thubten Donme, modelo plus size que era voz do movimento, recebeu ataques quando começou a emagrecer em 2023.
No Brasil, Beta Boechat, uma das fundadoras do Corpo Livre, realizou cirurgia bariátrica após atingir 220 quilos e perder mobilidade total. Ela relata incompreensão sobre o real propósito do movement: “Nunca falei que as pessoas não poderiam emagrecer”. Alexandra Gurgel, também cofundadora do Corpo Livre e autora de dois livros sobre o tema, parou de discutir o assunto por achar cansativo manter a imagem de ativista perfeita.
Hoje, as duas influenciadoras desenvolvem conteúdo diferente nas redes. Beta apresenta programa em plataforma digital e publica vídeos de humor, enquanto Alexandra conta histórias de relacionamentos. Ambas afastaram-se da militância body positive conforme suas prioridades mudaram, deixando para trás o movimento que um dia ajudaram a construir.
Com informações de g1.globo.com.