📍 Brasília, DF

Desocupação no Guará atinge córrego que passa pelo Riacho Fundo

Uma operação de retomada de área pública no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará, ganhou novo capítulo na manhã desta segunda-feira (3). A Agência de Fiscalização do DF (Agefis), com apoio do Batalhão de Choque, da Cavalaria e de policiais do 4º BPM, retomou a desocupação iniciada em janeiro. Durante a ação, duas pessoas foram presas.

Das 85 famílias notificadas em abril para deixar o local, 11 conseguiram liminar e não terão suas construções demolidas. As outras 66 estruturas, concentradas numa área chamada de Favelinha, serão removidas. A Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social mapeou os moradores elegíveis a benefícios do GDF, que estariam sendo repassados desde abril, segundo o governo.

O que conecta essa história ao Riacho Fundo é o impacto ambiental direto: de acordo com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), os resíduos da criação de porcos, peixes e galinhas na área são descartados no Rio Guará, que deságua justamente no córrego do Riacho Fundo e segue até o Lago Paranoá. A situação é apontada como uma das razões ambientais para a retomada do parque.

O histórico da ocupação é antigo: segundo a Agefis, os chacareiros foram indenizados ou reassentados ainda em 1996 para desocupar a região, mas permaneceram no local. Com o tempo, as chácaras foram divididas em lotes menores e novas famílias se instalaram. O Ibram destaca que o parque tem papel relevante na conservação do ecossistema local, inclusive na preservação de orquídeas nativas.


Com informações de g1.globo.com.

Deixe um comentário