O Brasil divulgou nota oficial contestando os motivos apresentados pelos Estados Unidos para aplicar tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, confirmada na madrugada de quinta-feira (16), entra em vigor em 22 de julho. O governo Lula informou que acionará imediatamente os trâmites da Lei de Reciprocidade, mecanismo que permite aplicar ao país estrangeiro as mesmas restrições que sofreu.
Entre os pontos levantados pelos americanos estão o Pix, ações do Supremo Tribunal Federal contra big techs, desmatamento e corrupção. Quanto ao Pix, o USTR alegou que o sistema desfavorece provedores americanos. O Brasil argumenta que a ferramenta visa ampliar acesso a meios de pagamento modernos e que o uso de cartões de crédito cresceu 150% entre 2019 e 2024. A nota ainda destaca que 47 bancos centrais solicitaram apoio técnico brasileiro para desenvolver sistemas similares.
Sobre corrupção, os americanos citaram o Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International, onde o Brasil teria obtido 35 de 100 pontos. O governo brasileiro contesta essa avaliação, afirmando que a organização não é um organismo oficial reconhecido por vários países e que a própria Transparency International reconheceu avanços brasileiros em fevereiro deste ano no combate à corrupção e lavagem de dinheiro.
O USTR justificou a tarifa como resultado de investigação que identificou práticas brasileiras como injustificáveis e discriminatórias contra agricultores, trabalhadores e exportadores americanos. O Brasil promete retaliar através dos mecanismos previstos em lei.
Com informações de g1.globo.com.