O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deve definir nos próximos dias se renova ou não a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro. O prazo de 90 dias expirou na última quinta-feira (25), mas a decisão ainda não saiu: Moraes avalia o peso da apreensão de uma pistola registrada no nome do ex-presidente antes de se posicionar. Saúde e comportamento de Bolsonaro durante o período de domiciliar também entram na conta.
A expectativa é de que os advogados do ex-presidente se encontrem com o ministro no início desta semana para discutir o tema. No sábado (27), a defesa já havia se manifestado ao Supremo, argumentando que a apreensão da arma não configura falta grave e, portanto, não haveria impedimento para a prorrogação. Segundo os advogados, a pistola Glock 9mm estava devidamente registrada no nome de Bolsonaro desde antes da condenação e da prisão, e o ex-presidente nunca teria sido notificado sobre qualquer cassação do registro ou início de processo administrativo relacionado à arma.
A pistola foi apreendida em 15 de junho durante uma blitz da Polícia Militar em Brasília. O armamento estava no veículo de um militar do Gabinete de Segurança Institucional e foi recolhido por não estar acompanhado do certificado de registro. A Polícia Civil do DF abriu inquérito e ouviu Bolsonaro, que confirmou ser o dono da arma e disse que ela já estava em sua residência durante o cumprimento da domiciliar. Ao delegado, o ex-presidente afirmou que pediu ao militar apenas um conserto na pistola e justificou a posse dizendo que havia três mulheres em casa e que não poderia ficar desarmado.
A Procuradoria-Geral da República adotou uma posição mais cautelosa: defendeu aguardar a conclusão do inquérito da Polícia Civil do DF antes de avaliar se os elementos apurados chegam a caracterizar falta grave por parte do ex-presidente.
Com informações de g1.globo.com.