A disputa pelas suplências nas candidaturas de Simone Tebet e Marina Silva ao Senado por São Paulo foi definida nesta quarta-feira. O PT conseguiu indicar Laio Morais, ex-chefe de gabinete de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, como primeiro suplente de Tebet. Já o PSOL emplacou Djalma Nery, vereador em São Carlos, na mesma posição na chapa de Marina Silva.
A disputa acirrou-se porque ambas as candidatas lideram intenções de voto e existe a possibilidade de Lula ser reeleito presidente. Nesse cenário, Marina e Tebet poderiam retomar funções ministeriais, deixando as cadeiras de senador para os suplentes. Cinco partidos participaram da negociação: PT, PSOL, PDT, PV e PCdoB.
Para as segundas suplências, o PDT ficou com as duas vagas. Marcelo Barbieri, ex-prefeito de Araraquara, será segundo suplente de Tebet, enquanto Antonio Neto, vice-presidente estadual da legenda, ocupará a mesma posição em Marina. O PV e o PCdoB, que indicaram Roberto Tripoli e Alcides Amazonas respectivamente, ficaram de fora das chapas.
O resultado gerou insatisfação no PDT, que criticou estar em segundo plano. Antonio Neto argumentou que o partido fez concessões para viabilizar a aliança ao redor de Haddad mas não deveria ficar sem espaço na chapa majoritária. Apesar das tensões, o PDT aceitou as condições em nome da unidade.
Com informações de g1.globo.com.