📍 Brasília, DF

Governo vê restrição a Viotti como simbólica

Integrantes do governo brasileiro minimizam o impacto da restrição de visto imposta pelos Estados Unidos à embaixadora Maria Luiza Viotti em Washington. A avaliação da equipe de Lula é que a medida tem caráter meramente simbólico e não compromete o desempenho das atribuições diplomáticas da representante brasileira.

Na prática, a ação americana revoga apenas a autorização para múltiplas entradas e saídas dos EUA. Viotti continua capacitada a representar o Brasil, dialogar com autoridades americanas e conduzir negociações em nome do governo. Caso saia do território americano, precisará solicitar novo visto para retornar, que será analisado pelas autoridades americanas. O Planalto decidiu mantê-la no cargo e preservar o atual nível da representação diplomática entre os países.

Embora classificada como hostil, a medida será tolerada pelo Brasil sem escalada da crise, segundo fontes governamentais. A estratégia pode ser revista se Viotti sofrer constrangimentos ou tiver suas funções diplomáticas prejudicadas. Nos bastidores, análises apontam que a decisão faz parte de pressão do governo Trump para influenciar o cenário eleitoral brasileiro e forçar a concessão do agrément ao indicado americano para embaixador no país.

Washington justifica a ação como reciprocidade pela demora brasileira em autorizar o indicado por Trump. O Palácio do Planalto contesta o argumento, citando que a Convenção de Viena não estabelece prazo para concessão de agrément. O governo federal mantém posição de não autorizar embaixadores de nenhum país durante o período eleitoral.


Com informações de g1.globo.com.

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