📍 Brasília, DF

Por que centros urbanos brasileiros esvaziaram

Os centros das grandes cidades brasileiras eram polos vibrantes até meados do século 20, onde era comum ver pessoas circulando à noite em bares e teatros. Essa realidade mudou radicalmente nas últimas décadas, marcada pelo esvaziamento e pela sensação de insegurança que tomou conta dessas regiões.

O fenômeno começou com a industrialização acelerada a partir da segunda metade do século 20. São Paulo é um exemplo emblemático: tinha 2 milhões de habitantes em 1950 e chegou a 5,9 milhões vinte anos depois. Esse crescimento demográfico explosivo forçou a expansão urbana de forma descoordenada. Novos bairros surgiram em áreas periféricas, mais baratas para construção, enquanto a manutenção dos centros como espaços de moradia e trabalho foi deixada de lado. Segundo especialistas, a falta de uma política coordenada de priorização da centralidade urbana permitiu que investimentos e população migrassem progressivamente para longe do núcleo das cidades.

A priorização do transporte rodoviário desde os anos 1950 acelerou esse processo. Linhas de bondes elétricos nos centros foram desativadas enquanto novas avenidas conectavam regiões distantes. A classe média emergente buscava os novos empreendimentos nos bairros afastados, equipados com infraestrutura mais moderna. O Estado, por sua vez, nunca conseguiu acompanhar completamente a demanda por serviços básicos nessas novas áreas, deixando um legado de cidades fragmentadas e centros abandonados.


Com informações de g1.globo.com.

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